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Tudo o que comemos 24 horas na comunidade do povo Baniwa em São Gabriel da Cachoeira

  • Foto do escritor: Do Norte Ao Norte
    Do Norte Ao Norte
  • 22 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 5 de mar.


A experiência começou antes da primeira refeição.

Chegamos à comunidade de Itacoatiara-Mirim, no município de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, onde vive o povo Baniwa. Dali, seguimos a pé por uma trilha de cerca de 30 minutos, mata adentro, até o lugar onde passaríamos a noite.

O caminho já dava o tom do que viria: menos pressa, mais escuta.

Já chegamos sendo bem recebidos

A gente mal tinha colocado os pés na comunidade e o cheiro já entregava o que vinha pela frente. Um peixe moqueando no fogo, lentamente, no calor da fumaça. O moqueado é uma técnica ancestral, sem pressa, no fogo baixo, só com o calor e a fumaça do fogo.

À noite, o jantar reuniu matrinxãs assadas, beiju e um tucupi preto que a gente nunca tinha provado daquela forma. Reduzido, concentrado, com um sabor profundo, quase lembrando um teriyaki amazônico. Não tinha nada de elaborado no sentido gastronômico moderno, mas tinha tudo no sentido de identidade. Comer ali era entender um pouco mais da relação daquele povo com o território.


Café da manhã: tudo nasce ali

Na manhã seguinte, o café da manhã seguia a mesma lógica do dia a dia na comunidade: comida que vem da roça e chega direto à mesa. Cará, ariã e uma tapioquinha com tucumã, tudo produzido ali, sem agrotóxico, a partir de saberes que fazem parte da alimentação Baniwa há gerações. É um café simples, forte, que alimenta de verdade e prepara o corpo pra seguir o dia. Depois do café da manhã, fomos direto pro igarapé e pra cachoeira. Banho de água fria pra acordar o corpo de vez. Não tem ritual, não tem discurso — começar o dia assim simplesmente funciona. É o tipo de coisa que reorganiza o ritmo e deixa claro que, ali, o dia começa do jeito certo.



Boas-vindas em forma de música e dança

Antes de irmos embora, tivemos uma apresentação com danças e músicas tradicionais do povo Baniwa. Não foi algo preparado como espetáculo ou atração turística. Aconteceu como gesto de acolhimento, do mesmo jeito que muitas outras coisas ali acontecem. Um momento simples, feito pra marcar a nossa passagem pela comunidade e dizer, sem muitas palavras, que estivemos ali de verdade.



A última refeição: fechamento com sabor de rio

Nossa última refeição na comunidade veio do mesmo jeito que todo o resto tinha vindo: com sentido.Tambaqui e surubim assados, preparados com cuidado, respeitando o peixe, o fogo e o tempo certo. Cada preparo carrega uma história, uma lógica própria, um conhecimento que atravessa gerações e segue fazendo sentido hoje na alimentação de quem vive ali.

À mesa, mais uma vez, beiju, tucupi preto e pimenta jiquitaia. Ingredientes simples, mas cheios de significado. A comida Baniwa não existe separada da cultura — ela ensina sobre território, sobre roça, sobre coleta, sobre partilha.


Entre uma garfada e outra, vieram as conversas. Histórias do dia a dia, da vida na comunidade, do trabalho, das escolhas. Aprendizados que não são explicados, mas vividos. Nada encenado, nada pensado para impressionar. Tudo verdadeiro, do jeito que é.

Pra beber, suco de graviola. E pra fechar, abacaxi de sobremesa, doce, direto da terra. Uma refeição gostosa, honesta, que resume bem a experiência inteira: comida de verdade, feita por quem sabe o que está fazendo, compartilhada com quem chega disposto a escutar.


Experiências como essa deixam claro que conhecer a Amazônia vai muito além de paisagem bonita. É sobre escolher caminhos que respeitem o território, as pessoas e os saberes que sustentam esses lugares.

Pra quem quer viver o Amazonas com mais profundidade — indo além do óbvio e buscando experiências que valorizem cultura, comunidades e o ritmo local — vale conhecer algumas opções de passeios e vivências organizadas no estado: 👉 https://www.civitatis.com/br/amazonas/?aid=110186&cmp=post_site_dnn


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